CORONAVÍRUS

Coronavírus: veja perguntas e respostas



Coronavírus: veja perguntas e respostas

1. O que é o coronavírus?

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31 de dezembro de 2019 após casos registrados na China. Daí o nome da doença provocado pelo vírus (Coronavírus Sars-CoV-2) ser chamada de coronavírus (COVID-19)

Eles causam infecções respiratórias e já provocaram outras doenças, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers).

A doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) recebeu o nome de (Covid-19). Ela foi descoberta no final de dezembro de 2019, na China. A primeira morte foi registrada em 9 de janeiro.

2. Como é a transmissão?

Por meio de três formas:

• Por vias respiratórias, pelo ar e por gotículas provenientes de espirros e da fala de indivíduos infectados;

• Por contato físico, quando essas gotículas com o vírus alcançam mucosas do olho, nariz e boca por meio de beijos e abraços;

• Por meio do contato de superfícies contaminadas, quando essas gotículas com o vírus ficam depositadas em locais como um corrimão ou uma maçaneta, e depois entram em contato com mucosas do olho, nariz e boca.

3. Quais são os sintomas da doença causada por coronavírus?

Tosse seca, febre e cansaço são os principais sintomas, mas alguns pacientes podem sentir dores no corpo, congestionamento nasal, inflamação na garganta ou diarreia.

Nos casos mais graves, que geralmente ocorrem em pessoas que já apresentam outras doenças associadas, há síndrome respiratória aguda e insuficiência renal.

4. Como prevenir o coronavírus?

Higienizar as mãos e superfícies com álcool líquido a 70%, como móveis e corrimão, são as principais formas de se prevenir contra o novo coronavírus. Mesmo com as mãos limpas, evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca. Além disso, é preciso limpar regularmente o ambiente e mantê-lo ventilado.

O uso de máscaras é recomendado somente para os casos abaixo:

•Para quem está saudável, usar a máscara apenas se estiver cuidando de alguém que tenha suspeita de coronavírus.

• A máscara também deve ser usada por quem está tossindo ou com o nariz escorrendo.

Nos casos em que se fizer necessária (citados acima), o uso da máscara deve ser combinado com a frequente higiene das mãos, com água e sabão ou utilizando álcool em gel.

O Ministério da Saúde alerta também para que não seja feito o compartilhamento de itens pessoais, como talheres e toalhas. Também é recomendável manter a uma distância mínima de um metro de pessoas que estejam espirrando ou tossindo.

5. Por que lavar as mãos previne contra o coronavírus? É possível se contaminar com aperto de mãos ou abraços?

Para infectar uma pessoa, o vírus precisa sair de um doente e entrar no organismo de outra pessoa. Ao tossir, falar ou espirrar, por exemplo, o vírus se espalha por meio das gotículas – não há indício de transmissão pelo ar sem ter relação com estas gotículas.

Estudos avaliados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que o vírus pode persistir nas superfícies por algumas horas ou, até mesmo, vários dias. Isto pode variar e depende das condições do local, do clima e da umidade do ambiente.

Usando as gotículas como "transporte", os vírus podem ficar em superfícies como maçanetas, apoios de transporte público, botões de elevadores, teclas de computador, celulares, entre outros.

Por isso, lavar as mãos retira o vírus da superfície do corpo e evita que, ao se coçar, por exemplo, ele entre em mucosas – como olhos, boca e nariz –, o que causa a infecção. (veja no vídeo no item abaixo a forma correta de lavar as mãos)

A proximidade do doente com a pessoa saudável pode permitir que essa "viagem" do vírus fique mais curta. Por isso, segundo os infectologistas, é hora de rever alguns hábitos sociais, como cumprimentar com beijos no rosto ou com um aperto de mãos.

"O costume latino-americano de abraçar, beijar, manter contato mais próximo pode vir a ser um risco maior para essas culturas", disse Wladimir Queiroz, infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. "É recomendável evitar esse tipo de contato físico."

6. Como lavar as mãos corretamente?

As mãos devem ser lavadas com água e sabão, ou higienizadas com álcool. A recomendação é que a higiene seja completa, inclua a parte inferior da ponta das unhas e alcance também a região do pulso.

7. Como é feito o tratamento?

Não existe tratamento específico contra a Covid-19. Os pacientes infectados recebem uma medicação para aliviar os sintomas.

Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento indicado é repouso e consumo de bastante água. Antibióticos não devem ser usados, segundo a OMS, por serem capazes de combater somente infecções bacterianas, não as virais como no caso do coronavírus. As medidas adotadas para aliviar os sintomas são:

• Medicamentos para dor e febre (antitérmicos e analgésicos).

8. Que produtos de limpeza matam o coronavírus?


O novo coronavírus pode ser morto por produtos de limpeza desinfetantes de fácil acesso, como álcool 70%, água sanitária e até com a combinação de água e sabão.

"O vírus possui uma cápsula de gordura protetora, e a limpeza com estes produtos retira essa cápsula e mata o vírus", afirma Wladimir Queiroz, infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, especialista em doenças infecciosas e parasitárias e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia.

A boa notícia é que o coronavírus "não é um vírus muito complicado de matar, pois ele não é resistente no ambiente", afirma Rosana Richtmann, infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo.

9. É possível ser infectado mais de uma vez por coronavírus?

Os cientistas ainda não têm essa resposta de forma concreta. Há notícia de pelo menos um caso de uma mulher no Japão que testou positivo para o novo coronavírus pela segunda vez quase um mês após ter recebido alta do hospital.

Também houve outro caso na Itália, onde o primeiro paciente de coronavírus da cidade de Turim voltou a ter diagnóstico positivo para Covid-19 depois de ter sido liberado de um hospital com um resultado negativo para o vírus. Infecções reincidentes também foram relatadas na China, onde a doença se originou no fim de 2019.

10. Há vacina contra o coronavírus?

Ainda não, mas vários países, como Rússia, China e Estados Unidos, já pesquisam uma vacina contra coronavírus. A expectativa da comunidade científica é que os primeiros testes comecem nos próximos dois meses.

Especialistas recomendam, no entanto, que mesmo as vacinas contra outras doenças sejam tomadas como forma de evitar que o corpo fique vulnerável a mais enfermidades, o que poderia agravar o quadro numa eventual infecção de coronavírus.

Em 17 de março 2020, o jornal oficial do Partido Comunista da China informou que foi dado aval para que pesquisadores chineses iniciem testes de segurança em humanos de uma vacina experimental. A expectativa era que os ensaios clínicos em estágio inicial dessa potencial vacina começassem até o dia 21 do mesmo mês.

O diretor-adjunto da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da OMS na América Latina, Jarbas Barbosa informou em 5 de março 2020 que uma nova vacina poderia ficar pronta dentro de 12 a 18 meses – em uma expectativa otimista. Enquanto isso, um medicamento para atenuar os sintomas deve ser desenvolvido em menos tempo.

11. Vitamina D protege contra coronavírus?

Segundo o Ministério da Saúde, não. Até o momento, não há nenhum medicamento específico para prevenir a infecção pelo novo coronavírus.

12. Qual a taxa de letalidade do coronavírus?

Até 12 de março de 2020, o novo coronavírus apresentava uma taxa média de letalidade de 3,6%. Na China, o índice era de 3,9%, e, fora dela, 3,2%. A variação entre países pode ir de 0% a 6,6%, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A taxa de letalidade entre idosos acima de 80 anos pode passar de 15%, e entre os jovens é menor que 0,5%.

Os especialistas dizem que ainda é cedo para cravar um número sobre a letalidade da doença Covid-19.

13. Estou com suspeita de infecção por coronavírus. Como devo proceder?

Em 80% dos casos, os sintomas de coronavírus são leves, semelhantes a uma gripe. Nestes casos, o essencial, segundo a Organização Mundial da Saúde, é evitar sair de casa. O Ministério da Saúde recomenda ficar em repouso e tomar bastante água.

Se precisar sair, deve-se evitar circular em lugares fechados, com muitas pessoas e com pouca ventilação. É preciso entender que ir ao trabalho ou à escola com sintomas de gripe implica expor potencialmente outras pessoas à doença. Além disso:

• Ao espirrar, deve-se colocar o antebraço ou um lenço na frente do nariz e boca;

• Utilize lenço descartável para higiene nasal;

• Não compartilhe talheres, copos, toalhas e demais objetos pessoais;

• Mantenha uma distância mínima de um metro de qualquer pessoa.

14. O coronavírus tem cura?

Segundo a OMS, ainda não há cura e não há um tratamento medicamentoso definido. Mas, segundo o infectologista Queiroz, existe a chamada "cura espontânea", que ocorre quando o corpo reage à infecção.

15. Crianças ou adultos: quem corre mais risco ao ser infectado por coronavírus?

Segundo a Sociedade Brasileira de Infectologia, os grupos de maior risco são crianças menores de 2 anos, gestantes, adultos com 60 anos ou mais.

Ainda em janeiro de 2020, quando os casos de transmissão se concentravam na China, onde havia 25 mortes, o Comitê Nacional de Saúde chinês divulgou que homens com mais de 50 anos e com algum problema de saúde eram mais da metade das vítimas de coronavírus. O levantamento apontava que a idade média das vítimas é de 75 anos. A Organização Mundial de Saúde não divulgou balanço com a idade dos infectados e mortos.

Segundo o médico infectologista Caio Rosenthal, uma série de fatores colabora para que idosos sejam mais afetados que a população em geral. Veja, abaixo, alguns deles:

• O sistema imunológico dos idosos costuma ser deficiente por causa da idade.

• Mesmo as vacinas tomadas na juventude já não são tão eficazes, portanto há menos anticorpos no organismo.

• Os pulmões e mucosas tornam-se mais frágeis e vulneráveis a doenças virais.

• O idoso costuma engasgar e aspirar mais, inclusive levando mais a mão à boca, aumentando o risco de contágio.

• Ele também vai a hospitais com mais frequência, ficando mais exposto a micro-organismos.

Em 16 de março, o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que há registro de morte de crianças por causa do Covid-19. Até então, a entidade não havia informado sobre vítimas nesta faixa etária. Não foram dados detalhes sobre crianças afetadas.

16. Coronavírus pode contaminar encomendas de áreas afetadas?


A probabilidade de uma pessoa contaminar as mercadorias comerciais é pequena, segundo a OMS. E, mesmo se o item for infectado, ele não conseguirá resistir a movimentações e diferentes condições de temperatura enfrentadas durante a viagem.

17. Animais de estimação podem transmitir o novo coronavírus?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está monitorando pesquisas sobre a relação entre animais de estimação e a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Há registro de um cachorro com um nível fraco de infecção em Hong Kong. No entanto, até 15 de março a organização informava não haver evidência significativa de que pets possam ficar doentes ou transmitir o vírus.

Mesmo assim, a recomendação das autoridades de saúde é que pessoas infectadas limitem o contato com seus cães e gatos. Além disso, cuidados básicos de higiene devem ser seguidos pelos humanos ao manusear animais.

A única suspeita é que a carne de animais infectados pode contaminar humanos. Não há, porém, informações sobre a forma como os bichos se contaminam com o vírus.

18. O clima no Brasil pode ajudar a combater o novo coronavírus?

De acordo com especialistas o clima e a temperatura podem não ter um papel tão fundamental assim na disseminação de uma doença.

"Vírus não respeita temperatura. O H1N1 atingiu os Estados Unidos em pleno verão. A Influenza é um vírus de inverno e tem todo ano no Caribe uma região tropical. No ano passado, teve surto de H1N1 no Amazonas", disse a infectologista Nancy Bellei, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

Para Rosana Richtmann, infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, a propagação tem menos relação com o clima do que com a movimentação de pessoas.

"No Sudeste, que tem um trânsito muito maior de voos internacionais e uma densidade populacional muito maior, o risco eu acho maior, mas por causa dessas condições, não por causa das condições climáticas", disse.

19. Qual é o tempo de incubação do novo coronavírus?

O "período de incubação" significa o tempo entre a captura do vírus pelo ser humano e o início dos sintomas da doença.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a maioria das estimativas do período de incubação do Covid-19 varia de 2 a 14 dias, geralmente em torno de 5 dias.

20. Quanto tempo o novo coronavírus sobrevive em uma superfície ou no ar?

Um estudo publicado na revista científica "New England Journal of Medicine" em 17 de março de 2020 afirma que o coronavírus consegue sobreviver até:

• Plástico ou aço - 3 dias.
• Papelão - 24 horas.
• Cobre - 4 horas.
• Poeiras - 1 hora e 10 minutos.

21. Qual é a origem do novo coronavírus?

Os estudos ainda não determinaram a origem. Sabe-se que o vírus responsável pelo Covid-19 é uma variação da família coronavírus. Outras variações mais antigas de coronavírus, como SARS-CoV e MERS-CoV, já eram conhecidas pelos cientistas.

O surto inicial da doença atingiu pessoas que tiveram alguma associação a um mercado de frutos do mar em Wuhan. Uma das "hipóteses" é que a origem tenha relação com o consumo de carne de pangolim, um mamífero em extinção.

O que é pangolim? pangolim é uma espécie de mamífero com escamas, com o curioso fato de ter a língua maior que o próprio corpo. É encontrado em ambientes característicos de zonas tropicais, sobretudo na Ásia e África. Foto: A/D

22. Qual é orientação para quem tem viagens marcadas para a China ou outros países com registro de coronavírus?

Não há restrição oficial para viagens a países com registro de Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, de acordo com o Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Entretanto, o hospital Albert Einstein, em São Paulo, recomenda que seja verificada a possibilidade de troca de passagem. "Caso não seja possível evitá-la, tome ainda mais cuidado com a higiene das mãos, evite aglomerações e siga as recomendações gerias de proteção", afirma a instituição.

23. Grávidas correm mais riscos?

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, explica que as mulheres grávidas passam por alterações imunológicas e fisiológicas que podem torná-las mais suscetíveis a infecções respiratórias virais, com a do Covid-19.

O Instituto afirma que as mulheres grávidas têm mais risco de doença grave, morbidade ou mortalidade em comparação ao restante da população, "como observado em casos de outras infecções relacionadas ao coronavírus - incluindo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave (Sars-CoV) e coronavírus da síndrome respiratória do Oriente Médio (Mers- CoV) - e outras infecções respiratórias virais, como influenza, durante a gravidez".

24. Gestantes podem transmitir o coronavírus para o feto? E durante o parto?


O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, afirma que não há informações suficientes sobre a possibilidade desta transmissão, e que não há caso de bebês infectados com o novo coronavírus.

O CDC afirma que o vírus não foi detectado em nenhuma amostra de líquido amniótico nem de leite materno, o que pode ser uma boa notícia sobre a questão da transmissão do vírus entre mãe e recém-nascido.

25. Mulheres com suspeita de coronavírus podem amamentar?

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, afirma que não há informações suficientes sobre a possibilidade desta transmissão. Nos casos analisados, o vírus não foi detectado no leite materno.

26. Que cuidados deve tomar quem usa transporte público, como ônibus, trens e metrô?

Jean Gorinchteyn, infectologista do Instituto Emílio Ribas, afirma que é importante manter os ambientes arejados. Ele indica que ao se apoiar nas barras de apoio, as pessoas devem tomar cuidado e fazer a higienização das mãos, pois ali pode conter gotículas de tosse ou espirro. Gorinchteyn indica que as pessoas evitem tocar olhos, boca e nariz e, também, usar o transporte em horário de pico.

27. O novo coronavírus já apresenta mutações genéticas?

Sim. O código genético dos vírus passa por mutações, e é uma característica normal. Os cientistas usam as mudanças nos genes para rastrear quando elas ocorreram e, assim, investigar o caminho das infecções. Esse processo é importante na fabricação de vacinas e no desenvolvimento de medicamentos.

No caso dos dois primeiros pacientes brasileiros com casos confirmados da doença, os pesquisadores encontraram diferenças nas sequências genéticas dos vírus detectados. O primeiro deles tinha um vírus mais parecido com o encontrado na Alemanha; o segundo, com código mais similar ao encontrado na Inglaterra.

28. Posso fazer um exame para saber se tenho o novo coronavírus?

Alguns hospitais e clínicas particulares oferecem testes que podem ser comprados por pelo menos R$ 140. De acordo com os especialistas ouvidos, é preciso apresentar os sintomas e passar por uma avaliação médica – uma medida para não sobrecarregar o atendimento. O resultado sai em 48 horas.

No caso do sistema público de saúde, um paciente que irá até uma unidade básica ou hospital também deverá apresentar os sintomas e ter tido um possível contato com o vírus – seja viajando para países com casos confirmados ou chegando perto de pessoas que tiveram a doença.

O médico responsável deverá fazer o encaminhamento. Uma coleta de materiais respiratórios será feita para gerar duas amostras. Elas serão encaminhadas para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

Este processo precisa ter um encaminhamento do sistema de saúde público para garantir que pacientes com um risco real da doença consigam ser atendidos.

29. Coronavírus: qual o tipo de álcool recomendado para higienizar as mãos?

Manter as mãos limpas é uma das principais estratégias de prevenção contra o coronavírus. Além da limpeza com água e sabão, outra opção é o uso do álcool gel. A recomendação dos médicos é para que ele seja usado somente na concentração de 70%, ideal para alcançar ação contra bactérias, fungos e vírus.

É importante lembrar que a produção caseira de álcool gel pode trazer riscos. "O álcool gel a 70% vendido em farmácia segue regras específicas de formulação, reguladas pela Anvisa. As receitas caseiras podem não ter a concentração ideal de álcool e não atingir o objetivo", afirma Leonardo Weissmann, infectologista.

30. Quem precisa ser internado em isolamento no hospital?

Segundo Leonardo Weissmann, médico infectologista e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, a decisão é baseada em avaliação médica.

"Internação hospitalar está indicada em casos com quadro respiratório grave, pacientes com doenças cardíacas, doenças pulmonares, diabetes, pessoas com baixa imunidade, neoplasias e grupos de maior risco (crianças menores de 2 anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais), com possibilidade de potencial agravamento", Leonardo Weissmann.

A recomendação do Ministério da Saúde é de que esses casos sejam encaminhados a um hospital de referência para isolamento e tratamento.

31. Quem precisa ficar em isolamento domiciliar?

Segundo o Ministério da Saúde, os casos suspeitos leves podem não necessitar de hospitalização e devem ser acompanhados pela atenção primária com medidas de precaução domiciliar.

Leonardo Weissmann, médico infectologista, afirma que nos casos leves é possível a adoção de medidas restritivas individuais de isolamento e quarentena domiciliar, com restrição de contatos com pessoas e ambientes externos.

O Hospital Albert Einstein diz que o isolamento domiciliar é indicado para casos suspeitos ou confirmados que não forem classificados como graves; para pacientes com sintomas que estiveram na China, Coreia do Sul, Irã ou Itália; e para pacientes sem sintomas, mas que tiveram ou mantém contato com alguém que tenha o diagnostico confirmado.

32. Coronavírus pode ser transmitido por pacientes assintomáticos?

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a transmissão de uma pessoa assintomática é rara. O modo de contágio mais comum é por meio de pacientes que apresentam os sintomas de Covid-19.

Segundo o Ministério da Saúde, casos assintomáticos e durante o período de incubação não são contagiosos. No entanto, o próprio ministério informa que há dados que sugerem que a transmissão pode ocorrer mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas.

O ministério destaca, ainda, que é possível haver transmissão por quem apresentou sintomas mesmo após eles já terem acabado. O período de transmissibilidade, nesse último caso, ainda é desconhecido.

33. O que as empresas podem fazer para ajudar a prevenir o Covid-19?

De acordo com Leonardo Weissmann, médico infectologista, orientar os funcionários quanto às formas de transmissão e precaução contra o coronavírus é um dos primeiros passos para as empresas colaborarem com a diminuição da transmissão.

34. O que é transmissão local, comunitária ou sustentada do coronavírus?

Dezenas de países já registraram casos de coronavírus, em cinco continentes, exceto na Antártica. Entretanto, ter casos de coronavírus não quer dizer que toda a população será infectada, ou que todos os infectados terão casos graves da doença.

Para entender a agressividade do vírus em cada nação, é preciso olhar o status de transmissão do Sars-CoV-2, o "NOVO CORONAVÍRUS" que causa a "Covid-19", que varia de país para país.

Transmissão local: São casos de pessoas que se infectaram com Covid-19, não estiveram em nenhum país com registro da doença, mas tiveram contato com outro paciente infectado, que trouxe o vírus de fora do país. Há casos assim no Brasil.

Transmissão sustentada ou comunitária: São casos de transmissão do vírus entre a população – um paciente infectado que não esteve nos países com registro da doença transmite a doença para outra pessoa, que também não viajou.

35. Que medidas as escolas adotaram para proteger as crianças?

Inicialmente, a recomendação era para que crianças com sinais de gripe não fossem levadas à escola. No decorrer do avanço do vírus no Brasil, governos estaduais e prefeituras passaram a suspender aulas ou adiantar o período de férias.

36. Como se prevenir contra o coronavírus na academia?

Desde 13 de março de 2020 que o Ministério da Saúde orientava que a prática de atividades físicas só fosse feita ao ar livre, em vez de em locais fechados.

37.O que torna o sabão eficiente contra o coronavírus?


Flavio Fonseca, virologista e integrante do centro de pesquisa em vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) explica que o sabão tem duas formas de ação que fragilizam e matam os vírus.

Fonseca explica que o vírus, quando está na mão de uma pessoa, fica protegido por outros produtos biológicos, como resto de células. Esses produtos biológicos tornam possível que o vírus viva mais tempo fora do corpo.

"Um vírus sozinho, em água, por exemplo, sobrevive muito pouco tempo. Então o sabão age destruindo esses materiais biológicos e expondo o vírus. Quando ele faz isso, o vírus perde essa proteção de material biológico que fica naturalmente nessas gotículas de saliva e ele fica exposto aos raios ultravioleta do sol, por exemplo, e pode ser destruído rapidamente" - Flavio Fonseca, virologista da UFMG

Fonseca diz que o sabão tem uma segunda forma de agir sobre o vírus. "O sabão é emulsificante, ele desmancha a gordura". O virologista explica que a parte mais externa do coronavírus é uma camada de gordura e o sabão desmancha essa camada e mata o vírus.

"Nessa camada de gordura, que a gente chama de envelope viral, estão inseridas as proteínas que são responsáveis pela ligação do vírus às células. Sem essa camada de gordura, essas proteínas são perdidas e o vírus não consegue entrar nas células" - Flavio Fonseca, virologista e integrante do centro de pesquisa em Vacinas, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

38. O que é pandemia?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou pandemia para o Covid-19, infecção causada pelo novo coronavírus, na quarta-feira, 11 de março de 2020. Segundo a OMS, uma pandemia é a disseminação mundial de uma nova doença. É um termo usado com mais frequência em referência à gripe e, geralmente, indica que uma epidemia se espalhou para dois ou mais continentes com transmissão sustentada de pessoa para pessoa.

A questão da gravidade da doença não entra na definição estrita da OMS de uma pandemia -- apenas a disseminação --, embora a organização possa levar em consideração o ônus geral da doença para a população antes de declarar uma pandemia.

39. Qual a diferença entre pandemia, epidemia e infecção endêmica?

Pandemia: é a disseminação mundial de uma nova doença. É um termo usado com mais frequência em referência à gripe e geralmente indica que uma epidemia se espalhou para dois ou mais continentes com transmissão sustentada de pessoa para pessoa.

Epidemia: é "um aumento nos casos, seguido por um pico e depois uma diminuição". É o que acontece nos países onde as epidemias de gripe são registradas todos os anos: no outono e no inverno os casos aumentam, o máximo de infecções é atingido e depois diminui.

Infecção endêmica: quando a doença está presente em uma área permanentemente, o tempo todo, durante anos e anos.

40. Qual o jeito certo de tossir e espirrar?

Forma correta de tossir, levando a boca ao antebraço — Foto: Marcelo Brandt/G1

Segundo a chamada “etiqueta respiratória”, o ideal é que, ao tossir ou espirrar, o indivíduo use um lenço de papel para cobrir o nariz e a boca.

Vai funcionar como uma máscara, que evita a dissipação do vírus para o meio ambiente”, explica Celso Granato, professor de infectologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Como o novo coronavírus é transmitido principalmente pelas gotículas da pessoa infectada, a atenção deve ser redobrada.

Caso a pessoa não tenha um lenço, deve tossir ou espirrar no antebraço, e não na mão. “Nós usamos as mãos para cumprimentar colegas. E também encostamos em superfícies de uso comum, como barras de apoio em transporte público, que ficariam contaminadas”, diz Granato.


Fonte: G1/Bem Estar
Foto: A/D

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