CORONAVÍRUS

Dicas para se proteger ao receber encomendas ou serviços



O dia a dia do isolamento para quem pode ficar em casa, evitando a disseminação do coronavírus, é repleto de dilemas: se acabou a comida e não dá para cozinhar em casa, é seguro pedir que um restaurante entregue? É melhor ir ao mercado, à padaria e à farmácia ou encomendar os itens que faltam? Como minimizar os riscos do delivery? E o que fazer se, mesmo diante da consciência de se suspenderem obras e serviços não essenciais no momento de pandemia, não der para esperar aquele reparo na parte elétrica ou hidráulica e outros ajustes emergenciais?

Para especialistas de plantão, as ordens do dia nesse contato inevitável com o mundo externo são manter a tranquilidade, ajustar o ideal à realidade possível, ter boas práticas de comportamento para garantir a própria segurança e, sobretudo, usar o bom senso.

Dicas para se proteger ao receber encomendas ou serviços:



(01) Organize as compras e reduza ao essencial o número de saídas, entregas e visitas de pessoas de fora. Programe-se para ter comida, remédios e artigos de primeira necessidade em casa, mas evite o exagero e o desperdício.



(02) Precisa que alguém monte o berço do seu filho que vai nascer? Estourou um cano e não pode aguardar para que o reparo seja feito? Não se desespere. Evitar obras e visitas no momento é o recomendado, mas algumas são emergenciais e necessárias. Use o bom senso e cuide para que elas se deem de forma segura.



(03) Se você morar em prédio e precisar fazer uma obra em sua unidade privativa, informe-se com o síndico do condomínio as regras a serem adotadas para uso do espaço em comum neste momento de pandemia. Cuide para que o prestador de serviço circule o mínimo possível por espaços coletivos e adote as medidas de higiene e outros cuidados para manter todos em segurança.



(04) Se o prestador de serviço visitante estiver com sintomas gripais, não prossiga com a visita. Para pessoas sem sintomas, ofereça a higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel e permita o acesso.



(05) Evite proximidade menor que um metro do colaborador ou entregador.



(06) Tanto para compras como para contratação de serviços, dê preferência ao pagamento prévio, pelo aplicativo ou site. Se não houver esta possibilidade, pagar com cartão é melhor que em dinheiro.



(07) Ao receber produtos em casa, evite contato com o entregador. Se houver um local em que ele possa deixar as compras para que depois você pegue, melhor. Alguns aplicativos de entrega têm oferecido esta opção de distanciamento do cliente. (sempre descarte as embalagens).



(08) Estudos apontam para risco mínimo de contaminação de superfícies como de correspondências e de jornais impressos, por seu papel poroso. Especialistas recomendam os mesmos cuidados do cotidiano, sempre lavar as mãos com água e sabão após a leitura do jornal ou receber correspondência.



(09) Lave frutas, legumes e verduras, pois você não sabe como eles foram manipulados. Lave-os, um a um, em água corrente e depois deixe-os de molho em uma solução de hipoclorito.

Uma ótima receita para higienizar as frutas e legumes é: uma colher de sopa de água sanitária para um litro de água. Coloque em uma vasilha ou bacia limpa com a receita por 15 minutos e depois enxágue bem em água corrente, e enxugue com papel toalha e guarde.



(10) Se você não tem certeza dos cuidados de seu preparo e manipulação por parte do fornecedor, evite pedir refeições com alimentos crus e mal cozidos. Não é para tirar saladas cruas do cardápio, mas se você não pode prepará-las em casa, é bom certificar-se de que houve atenção em sua elaboração.



(11) Em caso de delivery de refeições, higienize a embalagem externamente e a coloque sobre uma superfície limpa. Lave as mãos com água e sabão, tire o alimento de sua embalagem original e o coloque em outra, de casa. Descarte a embalagem original em um lixo bem lacrado e lave as mãos novamente, antes de se alimentar.

Fonte: Paula Lacerda - Jornal Extra / Cristiane Almeida, chefe do Serviço de Nutrição do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), e Paulo Santos, médico infectologista
Foto: (1) Freepik (2º/12º) Jornal Extra - modificado por OpenBrasil.org

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